quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Antigo Testamento na Literatura Portuguesa de Viagens




O ANTIGO TESTAMENTO NA LITERATURA PORTUGUESA DE VIAGENS

Curso de Introdução ao Estudo
do Antigo Testamento na Literatura Portuguesa de Viagens

Formador:
Pedro Miguel Correia Marques


Descrição: Com os Descobrimentos Portugueses, desenvolveu-se em Portugal o género da literatura de viagens, que tem n’Os Lusíadas o seu mais ilustre representante e talvez em Egéria a sua origem. Vários portugueses efectuaram viagens terrestres entre a Índia e Portugal e peregrinações à Terra Santa, entre outras. Ao longo das suas viagens serviram-se do Antigo Testamento, como “guia turístico”. Mas quem foram estes homens e mulher? Por onde andaram? O que visitaram? Que monumentos viram? O que os fez lembrar do Antigo Testamento? É isso que pretendemos desvendar nesta acção de formação.

Local: Casa-Museu Anastácio Gonçalves.

Público-alvo: Todos os interessados na temática do curso.

N.º Mínimo / Máximo de Participantes: 10 a 30 participantes.

Horário: 6 sessões, nos dias 11/03, 18/03, 25/03, 01/04, 08/04, 22/04, das 18:30 às 20:30.
                                                                       

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Recital de Violino & Cravo | Adriana Alcaide Garcia, violino barrco | Miguel Jalôto, cravo





Programa

Johann Heinrich Schmelzer (1620/23-1680)
Sonata IV: [s/indicação] - Sarabanda - Adagio - Gigue - [s/indicação] - Allegro - [s/indicação] - Presto
Nuremberga, 1664. Sonatae unarum fidium seu a violino solo

Georg Muffat (1653-1704)
Sonata a violino solo: Adagio - Allegro - Adagio - Allegro - Adagio
Praga, 1677. Manuscrito no Musikarchiv Erzbischöfliche Schloss, Kremsier/Kromerizi

Johann Sebastian Bach (1685-1750)
Sonata 1 à cembalo [con]certato è violino solo BWV 1014: Adagio - Allegro - Andante - Allegro
Cöthen, ca.1718/1722. Vários manuscritos: J. S. Bach/G. H. L. Schwanberg/Johann Heinrich (1725/26); Johann Christoph Altnikol (sem data); anónimo (ca.1770)

---pausa---

Johann Jakob Froberger (1616-1667)
Tombeau fait à Paris sur la mort de Monsieur Blancrocher
lequel se joue fort lentement à la discrétion sans observer aucune mesure.
Paris, 1652. Manuscrito do Musikarchiv im Minoritenkonvent zu Wien

Georg Friedrich Händel (1685-1759)
Sonata a violino e basso HWV371: Affetuoso - Allegro - Larghetto - Allegro
Londres, ca.1749/50.

Johann Sebastian Bach
Sonata 6 à cembalo [con]certato è violino solo BWV 1019: Allegro - Largo - Allegro - Adagio - Allegro
Cöthen, ca.1718/1722; Leipzig, pós 1731. Vários manuscritos: J. S. Bach/G. H. L. Schwanberg/Johann Heinrich (1725/26); Johann Christoph Altnikol (sem data); anónimo (ca.1770)


Notas biográficas

Adriana Alcaide Garcia (violino barroco) é natural de Barcelona, onde iniciou os seus estudo musicais. Com uma Bolsa da "Generalitat de Catalunya" estuda Interpretação Historicamente Informada e Violino Barroco no Conservatório Real da Haia (Países Baixos) com Enrico Gatti e Pavlo Besnoziuk. Aí trabalha também com Elizabeth Walfish, Ton Koopman, Christina Pluhar, Lucy van Dael, Margaret Faultless, Ryo Terakado, Wilbert Hazelzet, Jaap ter Linden e Wieland Kuijken, entre outros. Entre 2000 e 2002 é membro da Orquestra Barroca da Comunidade Europeia (EUBO) sendo dirigida por Roy Goodman, Lars Ulrik Mortensen e Andrew Manze.

Apresenta-se com agrupamentos como Concerto Amsterdam, Berlin Baroque, Florilegium Musicum, Utrecht Baroque Consort e Capilla Peñaflorida. Actualmente trabalha com Le Tendre Amour, Ludovice Ensemble, Al Ayre Español e Orquesta Barroca de Sevilla, sob a direcção de Rinaldo Alessandrini, Martin Gester, Eduardo López Banzo, Monica Huggett, Jordi Savall, Andrea Marcon e Fabio Bonizzoni, entre outros. Gravou para as editoras Harmonia Mundi, Naïve, K617, Brilliant Classics e Verso. Interessada e apaixonada pela Musicoterapia, exerce também actividade neste campo, organizando e/ou colaborando com diferentes centros de ajuda. 

Fernando Miguel Jalôto (cravo) é natural de Vila Nova de Gaia. Concluiu os diplomas de Bachelor of Music e de Master of Music no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos) estudando com Jacques Ogg. Frequentou Master-Classes com Gustav Leonhardt, Olivier Baumont, Ilton Wjuniski, Laurence Cummings e Ketil Haugsand. Estudou ainda órgão barroco, fortepiano e clavicórdio, tendo sido bolseiro do Centro Nacional de Cultura. Foi membro da Académie Baroque Européenne de Ambronay e da Academia belga MUSICA. É Mestre em Música pela Universidade de Aveiro e presentemente frequenta o programa de Doutoramento em Musicologia Histórica da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


É co-fundador e director artístico do Ludovice Ensemble. Colabora regularmente com a Orquestra Barroca e o Coro da Casa da Música do Porto, e com grupos especializados internacionais, tais como Capilla Flamenca e Oltremontano (Bélgica); La Galanía e La Colombina (Espanha). Apresentou-se em vários festivais e concertos em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, República Checa, Áustria, Polónia, Bulgária e Japão. Toca regularmente com a Orquestra e o Coro Gulbenkian (Lisboa) e tocou com a Orquestra da Radiotelevisão Norueguesa, a Camerata Academica Salzburg, a Orquestra de Câmara da Sinfónica da Galiza e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Gravou para a Ramée/Outhere, Glossa, Anima e Corpo, Dynamic e Brilliant.

A Aprendizagem do Mestre: desenhos e aguarelas de Silva Porto




De meu saudoso Avô, aguarela infantil (10 anos) António Carvalho da Silva Porto, Dora da Anunciação da Silva Porto

É esta inscrição, manuscrita pela neta de Silva Porto no passe-partout de uma aguarela a ele atribuída, que serve de baliza cronológica inicial (1860) a esta exposição de trabalhos inéditos, dos tempos de juventude e de aprendizagem, realizados por aquele que mais tarde foi apelidado pelos seus pares como “divino mestre”.

O espólio apresentado aqui, pela primeira vez, faz parte de um conjunto mais alargado de objectos, incorporados nas colecções da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, através da aquisição em 1986, à sua neta Dora Silva Porto.

Entre os diversos desenhos e aguarelas todos não datados, encontram-se outras peças, produzidas por volta de 1863, trabalhos de menino, coisas de brincar, como minúsculos barcos, cestos e piões que o já promissor artista esculpia com destreza em caroços de frutos e pedaços de madeira. Serão obras pueris, mas já possuidoras de um traço predestinador de um desígnio maior.


O conjunto de desenhos e aguarelas aqui apresentado, denota já a principal preocupação de Silva Porto: a captação da atmosfera luminosa e o contorno das figuras diluindo-se vagamente nas intensidades extremas da luz do dia – amanhecer e entardecer - , tomando a paisagem natural como motivo.