sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Visitas orientadas à exposição "Fórmulas Naturalistas da Arte Moderna" e Conversas no Atelier | 2.ª Conversa - 2 MAR



conversas na paisagem 2017
18:00 visitas orientadas à exposição temporária “Fórmulas Naturalistas da Pintura Moderna”
18:40-19:20 conversas

2 MAR a paisagem na pintura contemporânea

Luis Silveirinha
A intervenção vai no sentido de desenvolver um paralelo entre o meu desenho e a paisagem. É o meu desenho uma paisagem? É o desenho uma paisagem? As Paisagens naturais e psicológicas. Que atlas fazemos das nossas paisagens? Que imagens guardamos das paisagens que vivenciámos e das que não vivenciámos? Que memória? A paisagem como escrita de um corpo e do seu interior. É a paisagem uma ilusão?

Luís Silveirinha, Campo Maior, Portugal, 1968
Plano de Estudos Completo do AR.CO (2003/2007).
Realizou entre outras as seguintes exposições:
2015 - AREIA, Museu da Eletricidade, Fundação da EDP – sala cinzeiro 8 - Curadoria João Pinharanda - Lisboa
2013 - O Jardim do Éden: O inventário (parte 1) – Quase Galeria – Curadoria Fátima Lambert- Porto
2011 -“Danger, Danger!” – Galeria Alecrim 50 – Curadoria de Maria De Aires Silveira - Lisboa
2010 - Desenhos, Galeria Reflexus Arte Contemporânea/Nuno Centeno, Porto.
2009 -O rasto Invisível da pausa, Galeria Alecrim 50, curadoria de João Pinharanda, Lisboa
Participou em inúmeras coletivas, destacando-se:
2017 – Tudo o resto – pavilhão 31, Hospital Júlio de Matos, Lisboa
2016 – Just Mad - Madrid
2016 – Portugal em Flagrante (Parte I) – Fundação Calouste Gulbenkian
2012 - Traços, pontos e linhas - desenhos da coleção António Cachola - Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Coleção António Cachola - Elvas
2008 - Exposição de Bolseiros e Finalistas 07 do Ar.Co, Projecto A, Espaço Tranquilidade em Lisboa.
2008 - Enunciados, Espaço Avenida, Lisboa.
2007 - Pavilhão 24 A - Exposição de Finalistas e Bolseiros do Ar.Co 06, Hospital Júlio de Matos, Lisboa.
1990 - EIAM - Bienal Ibérica de Arte Moderna, Cáceres/Campo Maior/Badajoz - Curadoria de João Pinharanda e Félix Guisasola.
1987- I Mostra de Artes e Ideias, Clube Português de Artes e Ideias, Fórum Picoas, Lisboa
Está representado na Coleção da Fundação EDP, Coleção António Cachola, Fundação Calouste Gulbenkian (Biblioteca) entre outras.

Samuel Rama
 Partindo do meu trabalho prático pretende-se ensaiar um percurso meditativo por uma série de objetos, instalações e esculturas de clara afinidade pictórica com as cores que não desbotam com o tempo, as cores próprias da terra e das rochas.  


Licenciado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (IPL), onde é docente desde 2003. Doutorado em Artes Visuais e Intermédia pela Universidade Politécnica de Valência. Colaborador em diversos seminários e publicações no âmbito do projeto de investigação em Filosofia e Arquitetura da Paisagem F.L.U.L. Artista e professor, a sua atividade incide sobre a pesquisa da relação entre os meios do desenho, escultura e fotografia com as noções de paisagem. 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Conferências | 21 Fevereiro e 3 Março




Uma evocação de Baudelaire
nos 150 anos da morte (1867-2017)

       Charles Baudelaire morreu em Paris em 1867, há 150 anos. Em Março de 1866, na cidade belga de Namur, ele tinha sofrido um ataque cerebral (o que se chama hoje em dia um AVC), uma apoplexia antecedida por severa cefaleia. O problema de saúde que se manifestou bruscamente deixou-o com sérias dificuldades em expressar-se, ficando afásico e paralisado do lado direito do corpo, poucos dias antes de completar os 45 anos de idade. Nesse dia, ele encontrava-se numa das naves da igreja de Saint-Loup, uma igreja de jesuítas em Namur,  acompanhado por dois amigos, o pintor belga Félicien Rops e o editor Poulet-Malassis, exilado na Bélgica, um homem arruinado depois de publicar “As Flores do Mal”. Nesta fase da vida, Baudelaire era um homem devastado por dívidas e muito doente. Transportado para Paris onde permaneceu acamado durante mais de um ano, Baudelaire foi sepultado a 1 de Setembro de 1867. A sua mãe, a senhora Aupick, decidiu que Charles ficaria sepultado na campa do padrasto, o general Aupick, um homem detestado pelo poeta. Até aos dias de hoje, Baudelaire não tem uma pedra de sepultura  própria no cemitério de Montparnasse.   


Baudelaire e Courbet

      O poeta e o pintor foram amigos durante algum tempo, antes de Baudelaire se afastar de Courbet e de se aproximar muito de Manet. Para Baudelaire e  Zola, ‘Manet era o futuro com um talento muito forte que a tudo iria resistir’. Mas Courbet tinha contribuído para a reabilitação de um gosto pela simplicidade e pela absoluta honestidade e foi provavelmente isto que atraiu  de imediato Baudelaire para a sua pintura. Em cafés e cervejarias de Paris, muitas discussões tiveram os dois sobre  os destinos do povo francês, sobre Proudhon, Delacroix, a arte, os júris e os salões. Nas discussões sobre arte, Baudelaire gesticulava muito ao argumentar  que o Realismo das telas do Courbet tinha mais a ver com a verdade do que com a realidade e  que as pinturas de Courbet procuravam mostrar uma verdade mas que estavam longe de serem exactas. Courbet foi um iconoclasta, sempre pronto a desafiar as convenções sociais. Foi descrito como um belo homem robusto, um provinciano filho de camponeses abastados. Era carismático e de personalidade muito vincada e os seus quadros protagonizaram vários escândalos.  Foi criticado pelas suas simpatias republicanas e socialistas, por se relacionar com Proudhon, por ser um pintor “realista” e por não fazer  concessões às regras académicas que vigoravam nos salões artísticos.


Nota biográfica

Mestre em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. De 1983 até 2005, foi colaboradora no vespertino ‘A Capital’, na área da cultura e da música. Desde 2006 é colaboradora do semanário ‘Expresso’ na área da música. É autora de três exposições de fotografia sobre o Carnaval no Café Florian de Veneza na Fnac-Chiado, no Grémio Literário e na Galeria Gan. Na Antena 2, criou o programa radiofónico ‘Plácidos Domingos’ e foi co-autora do programa ‘Preto no Branco’. Na Rádio Renascença criou o programa ‘A Flauta Mágica’. Escreveu dois livros: ‘Rock Stars - Cinco anos de Rock em Portugal’ (editado na Gradiva e no Círculo de Leitores) e a peça de teatro sobre Courbet e Baudelaire com o título ‘A Origem do Mundo’.