quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quintas à Noite nos Museus - Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves



31 de Julho
RELAXE COM A PINTURA NATURALISTA NA CASA DO PINTOR MALHOA


Animação no Exterior da Casa-Museu com os Trupilariante 18h – 23h
Entre na atmosfera do início do século XX e aproveite para comprar pequenas relíquias
Loja vintage 18h – 23h
Mostra Fotográfica “Lisboa e a Casa no tempo do pintor” 18h – 23h

18h15 Encenação Duração: 30min
Viaje no tempo até 1906 e oiça uma conversa entre Ramalho Ortigão e uma elegante da época
18h45 Visita Duração: 45min Duarte Lázaro
“A Casa do Pintor Malhoa”
19h30 Encenação Duração: 30min
Viaje no tempo até 1906 e oiça uma conversa entre Ramalho Ortigão e uma elegante da época
20h30 Visita Duração: 60min José Alberto Ribeiro
“Relaxe com a pintura naturalista na Casa de Malhoa”
21h30 Encenação Duração: 30min
Viaje no tempo até 1906 e oiça uma conversa entre Ramalho Ortigão e uma elegante da época
22h00 Concerto Duração: 60min Maria Morbey (voz) e Alex Bento (guitarra)
Em 1906 Malhoa foi até ao Brasil. Nós trazemos o Brasil até si.
23h00 ENCERRAMENTO




28 de Agosto
UM MÉDICO COLECCIONADOR AO TEMPO DA II GRANDE GUERRA

Animação no Exterior da Casa-Museu com os Trupilariante 18h – 23h
Entre na atmosfera dos anos 40 e aproveite para comprar pequenas relíquias.
Loja vintage 18h – 23h
Mostra Fotográfica “A Casa e Lisboa na década de 40 do século XX” 18h – 23h

18h15 Encenação Duração: 30min
Lisboa, local de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial.
18h45 Visita Duração: 45min Ana Leitão
“A Casa do médico coleccionador”
19h30 Encenação Duração: 30min
Lisboa, local de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial.
20h30 Visita Duração: 60min José Alberto Ribeiro
“Dr. Anastácio Gonçalves: O médico coleccionador”
21h30 Encenação Duração: 30min
Lisboa, local de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial.
22h00 Concerto Duração: 60min Joana Pinto
Jazz: Anos 40
23h00 ENCERRAMENTO

Quintas à Noite nos Museus


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ciência e Arte no Verão


Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Ciência e Arte
no Verão

quintas-feiras 18h30
dias 3, 10, 17, 24 e 31 de Julho


Arte e Ciência estão profundamente ligadas. Porque não vir experimentá-lo na
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves?
Sob orientação especializada poderá conhecer como eram feitas as tintas a óleo no século XVII e construir tintas como as usadas pelos mestres portugueses no século XIX.
As sessões terminam com a realização, por cada participante, de uma pintura sobre tela com as tintas, entretanto construídas, da paleta cromática do pintor Silva Porto.

As sessões, autónomas, decorrerão às quintas-feiras ao final da tarde, entre as 18h30 e as 20h30, com um número máximo de 15 elementos por sessão. A orientação ficará a cargo de licenciados em História da Arte e em Conservação e Restauro


Preço: €6 por pessoa
Máximo de participantes: 15

terça-feira, 1 de julho de 2008

Símbolos e significados na colecção de porcelana chinesa da CMAG

por Neuza Polido


A importância da porcelana chinesa é, actualmente, reconhecida em todo o mundo. As suas características específicas, associadas à textura do corpo cerâmico, ao vidrado e à decoração pintada, elevaram a cerâmica a uma qualidade artística e material nunca antes alcançada.

No caso da decoração pintada, esta apresentou à porcelana um problema fundamental de design – como adaptar o ornamento à forma e material da peça sem comprometer o efeito visual geral. É assim que no período Ming (1368-1644) a decoração se organiza de modo claro e legível, procurando valorizar a forma. Pratos, taças e potes apresentam uma decoração em círculos concêntricos – a decoração central é acompanhada por painéis de plantas, animais, emblemas ou símbolos no bordo de pratos e taças. No caso da Kraakporselein (Porcelana de Carraca; destinada à exportação) o anterior esquema de decoração é substituído, sendo agora as abas das peças divididas em painéis delimitados por linhas que irradiam do centro. Neste caso, o aspecto geral da peça é marcado pelo excesso decorativo. Por outro lado, na Dinastia Qing (1644-1911) a decoração já vale por si própria, não se limitando a revestir ou a acentuar a forma.

O repertório decorativo é variado e tem marcas das também variadas crenças chinesas. Se é conhecido que no país coexistem três religiões (Budismo, Confucionismo, Taoísmo), é ainda de notar que ao conjunto de personagens por elas fornecidas se podem acrescentar outras divindades indígenas ou heróis históricos divinizados. Muitas destas ideias sobreviveram nas crenças populares e nos meios mais letrados através da literatura ou do teatro.

Por isso, pode-se dizer que a gramática decorativa da porcelana está “impregnada de simbolismo”
[1]. Animais mágicos e comuns, plantas, paisagens, personagens e símbolos animam, assim, estas peças de corpo branco e translúcido. Também nos podem surgir cenas de interior, relacionadas com a mulher, a música ou até cenas de caça e de corridas de cavalos, tal como emblemas ocidentais como brasões ou símbolos cristãos. Assim, partindo dos múltiplos símbolos e imagens que animam as porcelanas da CMAG, convidamos todos os visitantes a descobri-los no espaço do museu, não esquecendo que esta linguagem “mágica” é transversal a todas as idades.


[1] Pinto de Matos, M. A., A Casa das Porcelanas. Lisboa: Instituto Português dos Museus e Philip Wilson, 1996, p.24.